Liquida Santa Catarina – Protesto!

Para fechar a série sobre o furacão, fica aqui registrada a indignação do Mondo VR quanto a forma irresponsável como as autoridades e metereologistas trataram o Furacão Catarina.
Enquanto as autoridades nacionais tentavam desqualificar os possíveis efeitos do ciclone, dizendo que o mesmo já perdia a força e que seria apenas uma tempestade tropical, o que se viu foram mortes e um rastro de destruição.
Quem tem um pouco de cabeça aberta e assistiu a CNN ou olhou a internet nos sites de noticiário internacional como o USAToday e o WeatherChannel logo percebeu qua a coisa seria grave: eu não sou partidário de Bush, mas se tem uma coisa que americano entende é furacão. Os brasileiros ficaram discutindo a semântica da definição do fenômeno e não fizeram o necessário: alertar a população, evacuar as estradas e chamar de volta as embarcações: deu no que deu.
E o Fantástico noticiando o menino bomba da Palestina. Se o Furacão passasse sobre o Projac, aí eu queria ver…


Ciclone perde força, mas deixa mortos e prejuízo
Neiva Daltrozo/Divulgação site Terra
A areia invadiu estradas e ruas na região sul do Estado de Santa Catarina
No fim da tarde, o céu permanecia nublado, com chuvas entre o nordeste do Rio Grande do Sul e parte do sul do Paraná. Apesar do vento forte que deve atingir ainda algumas cidades, o centro de meteorologia considera descartada a hipótese de novas rajadas.
Para os próximos dias, a tendência é que o tempo melhore e a chuva ocorra com menos intensidade. Mesmo assim, ventos fortes ainda devem atingir cidades do Paraná, São Paulo e Rio de Janeiro nos próximos dias.
Durante o ciclone, Edson Lourenço Quirino, de 42 anos, morreu e outra pessoa ficou gravemente ferida em Santa Catarina. As vítimas, ao buscarem abrigo na BR-101, tiveram seu carro atingido pela queda de uma árvore.
No RS, um homem de 61 anos foi encontrado morto próximo a sua casa no bairro Cortado, em Torres. Conforme informações preliminares, a vítima teria morrido por problemas cardíacos, devido aos fortes ventos e chuvas que atingiram a cidade.
Prejuízos
Em Santa Catarina, foram registrados muitos estragos, especialmente ao longo da BR-101. De acordo com o balanço da Defesa Civil, 21 municípios do estado foram afetados pelos ventos fortes, 20 mil residências estão danificadas e 500 foram totalmente destruídas. Apesar das ocorrências, ainda não se tem o número exata de desabrigados, porque muitas pessoas deixaram o litoral depois do alerta da Defesa Civil. Pelo menos 15 cidades continuavam sem luz, 7 sem serviço telefônico, e 9 sem água encanada até o final da tarde deste domingo.
Dos 34 feridos, vários têm lesões leves, mas existe uma pessoa em estado grave. No balanço da Defesa Civil consta que 13 pessoas estão desaparecidas no litoral catarinense, quatro embarcações afundaram e uma foi resgatada pela Marinha. Luciano da Silva foi encontrado com vida após um naufrágio próximo ao Farol de Santa Marta, em Laguna. Em estado de choque, ele disse que colegas utilizavam coletes salva-vidas e podem estar vivos.
O governo estadual mobilizou todos os órgãos para socorrer as vítimas e dar assistência aos que perderam as casas.
Segundo a Defesa Civil, a situação em Santa Catarina é tranqüila porque o ciclone se dissipou.
Ao longo da madrugada, ventos de até 150 km/h atingiram a divisa dos Estados, desde Laguna (SC) até Torres (RS). Quarenta municípios catarinenses foram atingidos. Os mais castigados são Maracajá, Turvo, Meleiro, Araranguá, Arroio do Silva, Sombrio, Imbé do Sul e Ermo. O ciclone também passou pelo município de São Joaquim, na região do planalto serrano, onde causou problemas.
A cidade catarinense de Criciúma foi uma das mais atingidas. Conforme informações do JB Online, cerca de 1,2 mil pessoas ficaram desalojadas. A Defesa Civil está com dificuldade para abrigá-las. Mais de 100 casas foram destelhadas e 20 caíram. Em toda a região, 20 mil residências foram atingidas. A rede elétrica teve 250 transformadores destruídos e mil postes derrubados pela ventania. A energia está sendo restabelecida aos poucos.
A Defesa Civil, que ainda faz o levantamento de dados sobre os estragos, informou que escolas e igrejas deverão abrigar os atingidos. A entidade pede que a população ajude enviando colchões, cobertores e alimentos. A Assembléia Legislativa de Santa Catarina disponibilizou um posto para recolhimento de donativos.
A Base Aérea colocou seis aeronaves à disposição para o resgate e auxílio da população, mas estão impedidas de decolar em razão do forte vento que ainda atinge a região.
Árvores na BR-101
O trecho da BR-101, que foi interditado na madrugada devido à queda de árvores provocada pela passagem do ciclone Catarina na região, está liberado pela Polícia Rodoviária Federal.
Na região do Km 417, próximo ao município de Araranguá, até a divisa do estado de Santa Catarina com o Rio Grande do Sul, mais de 50 árvores tombaram com a força do vento que chegou a atingir 150 km/h impedindo o tráfego no local. O local foi liberado depois das 16h e chegou a provocar congestionamento de 30km.
Torres decreta estado de emergência
O prefeito de Torres, José Batista Milanez, decretou situação de emergência no município, em conseqüência dos prejuízos causados pelo ciclone que atingiu a região durante a madrugada. O município fica no litoral norte do Rio Grande do Sul e faz divisa com Santa Catarina.
Na tarde deste domingo, 400 famílias que tiveram suas casas destruídas ou semi-destruídas se cadastraram na Prefeitura para receber ajuda. A Defesa Civil e a Prefeitura, com auxílio do Governo estadual, já providenciaram comida, colchões e cobertores para os mais de 300 desabrigados que estão alojadas em uma escola pública do município.
O balneário, que tem uma população fixa de 35 mil pessoas e no verão chega a receber mais de 500 mil turistas, está sem luz e com problemas na rede de telefonia. A Defesa Civil esclareceu que a morte de uma pessoa em Torres, durante a madrugada, não teve relação com o ciclone, mas que muitos feridos foram atendidos no hospital da cidade.
Ao final da tarde, a interrupção de alguns trechos BR-101, entre Torres a Araranguá, em Santa Catarina, por causa das árvores caídas na pista, provocou um congestionamento de 35 quilômetros na rodovia.
Redação Terra

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