Desapego X Indiferença

Já que perdi o sono, antes de me arrumar para o trabalho vou compartilhar um insight que tive há pouco…
Venho falando sobre o desapego. Mas desapego não é indiferença!
Indiferença é a fase terminal do desapego, e tem a mesma fonte e origem: nossa “estúpida” ignorância.
Por sermos ignorantes somos tão apegados às coisas materiais e às pessoas. Pela nossa idealização. nos apegamos às pessoas. Pela nossa baixa estima também. Então tudo começa no Apego. No Apego só vemos as virtudes das pessoas e das coisas!
Mas logo que você leva um “pé” das pessoas que se apegou (e esse “pé” pode ser voluntário ou involuntório, com a morte incluída nesse último caso) ou se farta (ou nunca consegue conquistar, ou seja nunca se farta) das “maravilhosas” coisinhas materiais de sua existência, você adentra na zona da Aversão. “Nem quero ver a fulana”, é o que você pensa nessa fase. “Não aguento mais tal coisa”… Isso nos ajuda a largar as cosias e com isso tentar diminuir o sofrimento. Na Aversão só vemos os defeitos das pessoas e das coisas.
Na fase terminal a ignorância se completa ao entrarmos na fase da Indiferença. Como a diferença provêm da semente da ignorância do Apego, aprofundadas pelas raízes da Aversão, você passa a ver tudo com distorções profundas, tanto das qualidades, quanto dos defeitos. Como uma coisa que inicia mal pode acabar bem? Na Indiferença você fica cego para o bom e para o mal, na ilusão que a negação faz as coisas e as pessoas desaparecerem.
Mas não desaparecem… Portanto não fique Indiferente. Fique Diferente!!! Inicie suas relações certo da impermanência das coisas, eliminando o apego. Aversão então para quê? “Ninguém estraga, é proibido estragar…”. Indiferença é a estupidez elevada à infinita potência.
Negar as experiências da vida ao fechar os olhos é cegar sua visão interior, que é a única que pode enxergar o que é real.

11 comentários sobre “Desapego X Indiferença

  1. Alguém tem feito bem o dever de casa!!!
    Tem lido sobre Budismo né amigo?
    Note-se! Esse é o principal “dever” da Filosofia Budista. Desapegar-se. Ele ensina que todo nosso sofrimento é causado porque vivemos em função dos nossos desejos e paixões, físicos e mundanos. Diz que se esse desejo puder ser removido, todo o sofrimento humano desaparecerá.
    E aí ele tem 8 passos para chegar à esta tranqüilidade, mas isso te falo outro dia…

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  2. Estou percebendo muitas semelhanças entre o RUBINISMO e o BUDISMO !!!
    Já até me falaram que eu sou um grande buda: um BUDÃO (eu falei budão, ouçam bem: b-u-d-ã-o…)
    Aguardo as dicas dos 8 passos!

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  3. … é isso aí, “… não fique Indiferente. Fique Diferente!!!…” e continue sendo uma das “Pessoas que fazem a diferença!”.

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  4. BUDISMO??? Falando nisso!!!
    … vc já foi em um templo??? tem um lindo aqui perto de SP… parece que se esta na CHINA… e o legal é que…. Podemos marcar com TCHAN p/ visitar na sua próxima vinda, é bom ir com ele pq da p/ participar de um “Ritual” de perguntas… e … ele sabe “traduzir” as respostas….. rs
    … estive lá na Pascoa do Ano Passado…..

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  5. Simy,
    Deve estar se referindo ao Templo Zu Lai que fica em Cotia: 10 mil metros quadrados de área construída no estilo clássico dos palácios chineses. O maior monasterio budista da America Latina!!!
    Não nunca estive lá, nem fui a nenhum outro templo!

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  6. Rubhy,
    Não foi neste templo não…. foi um outro … não lembro agora …
    Eu adorei o passeioe a experiencia… muita PAZ….
    fiquei com vontade de ir um dia pra China.
    Vale a pena visitar … mas legal se tiver um Chines pra traduzir as letrinhas….

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  7. Rubino,
    lendo este teu post fica impossível não me manifestar pelas seguintes razões:
    – o apego “do mal” é em relação às coisas e não às pessoas,já que apego tem a ver com afeto, simpatia, empatia… portanto, apegar-se as pessoas, é do bem!
    – a idealização também é natural dos seres pensantes, impossível viver sem fantasiar, poetizar, só não pode desvirtuar
    – quando você fala na impermanência das relações me lembra de um livro do Zigmunt Bauman “Amor Líquido” onde esse intelectual polonês, especialista nas relações pós-modernas, “cai de pau” neste aspecto sombrio que a humanidade embalada pelo consumismo voraz coisificou as relações,por isso, LÍQUIDO, sem formas e fluidas, tratamos nossas relações como coisas descartaveis, esquecemos da solidariedade em nome do prazer da individualidade. O homo consumens fragilizou seus laços afetivos com a flexibilização das relações a um nivel insuportável de insegurança. O padrão do amor caiu, segundo Zigmunt, o homem está desaprendendo à amar com graves consequencias ao locus urbanus. Em contrapartida, nunca houve uma busca tão grande pela humanidade comum assim pratica que segue tal pressuposto e aí entra o PLUR, não é?
    Acho que viajei na Helmanns,
    Um beijão
    Nádia

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  8. Nadime,
    Você nunca viajou na Helmanns… Suas idéias são maravilhosas e super embasadas. Como é bom ouvir você!
    O apego às pessoas pode ser do mal se você nesse processo se invalidar. Idealizar a relação e o outro. Afeto, simpatia, empatia são “vibes” do bem! Mas CIUMES, RECLUSAO, ISOLAMENTO, INDIVIDUALISMO não são. São “vibes” que sugam a energia da relação.
    A idealiazação é “natural aos seres pensantes”… Assim como outras coisas indesejáveis que queremos nos livrar como o medo, a insegurança, o amor egocêntrico,,, Mas quem pensa bem através da mentalização e autoconhecimento percebe essa ilusão de naturalidade.
    E você, ou alguém, tem certeza da permanência das relaçoes? Onde?!!! Nem o Drácula com a sua vida eterna conseguiu! eheheh…
    Adoraria ler Zigmunt Bauman. Mas o que digo sobre a impernmanência nem de longe se refere ao consumismo ou a fragilização de laços afetivos.
    Acredito no amor. E o sentimento mais sublime que existe e o atrator que reordena o caos. Isso não é uma frase feita. Eh a minha convicção.
    Como é bom ouvir as suas idéias. Já estava com saudades…

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