Natu Reza

Hoje resolvi trocar a meditação da Celebração Coletiva do Ser pela Reclusão Individual do Ser: não fui para o Psy… Bem, poderia ser mais “individual” se não fosse a Chandra voando pelo corredor… Whatever…
Depois de um ensaio geral com o Lobatox Spirituss para nosso Live Act de Progressive amanhã em Caxias, e de uma rapida festinha no RubiBar com Aline e o Renatinho, que até trouxe um vinho Cabernet Sauvignon Cousino Macul safra 1999 (do milênio passado!!!), me recolhi ao Home Studio e fiquei fazendo um retrospecto de meus momentos nas festas psy.
Uma coisa que me veio a mente foi a Natureza, tão fundamental para as festas e tão apreciada por seus frequentadores.
Apreciar a Natureza é uma ponte que nos leva ao nosso Eu Interior, à nossa Essência, ao Ser. Uma árvore está completa no Agora: uma árvore é ela mesma, uma rosa é ela mesma. A Natureza é calma, se entrega inteiramente à Vida e a Vida nada mais é do que a essência primordial do Ser. Temos a Vida dentro de nós, temos o Ser dentro de nós e mesmo assim nos esquecemos ou não nos apercebemos…
As festas psytrance devem sempre ser open-air, ou seja, ao meio da Natureza. Isso é fundamental para que a mente se ausente e para que os pensamentos cessem. Quem nunca vivenciou isso pode achar que é apenas um papo estranho de gente esquisita, mas “believe”, a parada da mente e a libertação dos pensamentos é a porta para a alegria profunda, para a Celebração do Ser e para o reconhecimento de nossa essência divina.
Por um lapso de tempo, cessam-se todos os problemas, e a separação entre você, a natureza ou ao seu semelhante desaparece.
Estou me lembrando de um momento que voltando do Templo Budista de Três Coroas paramos o carro para observar as árvores (“as quais tanto nos impressionaram! Hahaha“). O relacionamento com a Natureza e com uma outra pessoa se intensifica com a sensação do silêncio e da calma. Comtemplar a árvore à dois foi algo belo, eternizado e completo. Nada disso, a calma e o silêncio, precisam ser criados: eles já existem e estão obscurecidos pelo barulho da mente. O relacionamento vai além compartilhando momentos de meditação.
Eu sinto tudo isso e apesar de parecer ser novo para mim, é algo que encontrou no meu ser um porto seguro, uma morada sólida enraizada num sentimento de “eu já sabia”. “Eu sinto o Infinito concentrado em um só Momento
O poder do discernimento e do pensamento, apesar de suas armadilhas, ainda é uma evolução nesse estágio de vida que conquistamos como raça humana. A Chandra, a Natureza das festas Open-Air e as Arvores da estrada do Templo Budista de Três Coroas não tem noção de sua própria beleza.
Nós, que somos parte do Universo Auto-Consciente, temos a atribuição do Pensar e assim devolver à natureza a consciência de seu caratér Sagrado.

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