Lua, lua, luar…

(um dos mil aprendizados desse 27 de Maio, no Astral…)
A Lua já foi para mim objeto de curiosidade de criança durante a conquista espacial. Acompanhava pela tv os programas da Apollo, sem saber ao certo o que se passava, e pela janela mirava a lua na esperança de ver as crateras que se viam pela televisão preto e branca da sala de estar de minha casa.
A Lua já foi para mim algo de incredulidade, perante os dogmas católicos que diziam ser lá onde um tal de São Jorge cavalgava um cavalo brango e lutava contra um dragão.


Ela também já foi símbolo de romantismo em um namoro adolescente e objeto de comtemplação, ao nascer em quarto minguante sobre o mar, uma noite em Caraguá.
Ultimamente ela vinha sendo uma companheira permamente, em minha janela desfraldada sobre o horizonte de Porto Alegre, e já como um prenúncio, um objeto de estudo e regulação, sob a luz do ritmo natural do Calendário Maia.
Mas hoje a Lua assume uma nova significância, sob a Luz do Astral, ao me dar conta que o desprezado pode ser o protagonista do show principal, e o que é árido e infértil, pode ser a mão que embala o berço na vida da Terra.
A Terra comanda a Lua, ou a Lua comanda a Terra? Quem orbita quem?
A Lua determina entre muitas coisas, o ritmo das marés, marés que proporcionaram a evolução da vida embrionária dos mares para a adaptação e a conquista dos continentes. Sem o ritmo lunar, não haveria a vida na Terra como se tem hoje.
Aguça o teu olhar para o que consideras coadjuvante. No teu orgulho de dominar, desconheces as pequenas coisas da vida que são as verdadeiras responsáveis por algo que julgas ser só teu.

Luar sobre Porto - foto by mim

havia uma mulher que só sonhava em ver o homem em ir à Lua
e fazia tantas poesias para acompanhar as suas fantasias
e se grudou para ver seu sonho na tv num dia de sessenta
e os caras foram lá, bandeira e blá blá bla, e aí nada mudou…
e agora aqui estou eu pensando no amanhã com se fosse tudo
jogando prá diante, o que eu aqui nesse instante, naão posso compreender
se não me permitir, onde vai acabar mais esse filme mudo
que passa em minha mente enquanto que o presente em vão passa por mim…
e havia um garoto que fez um projeto de subir as nunvens
e o manteve tão secreto até que num belo dia resolveu e partiu
e descobriu no céu que nada é nada mais do que levamos dentro
voltou então à Terra, e até hoje berra, pra quem ainda não viu…
a partir de agora, o Agora é minha hora
a partir de ontem, o passado naufragou
não vou mais ficar esperando ver se fico ou vou me embora
vou partir sem medo ao centro do que há dentro daqui de onde estou

(Nenung)

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