De volta à Music Technology

E agora cruzo novamente a ponte para o mundo da tecnologia que une os computadores e a música em sua essência.
Não digo esse mundo dos softwares de áudio digital, mp3, editores de wav, softsynths tipo VSTi, sequencers e samplers, pois desse mundo eu nunca saí. É o mundo que todo o mundo usa e representa o resultado prático da Tecnologia Musical.
Refiro-me ao mundo base da tecnologia musical: a programação essencial. Mexer na música no nível dos bites e bytes. Abrir o código MIDI. Propor novas idéias de design e síntese músical. Idéias que odem resultar em novos produtos, tendências e linhas de desenvolvimento.
Quando digo que cruzo “novamente” é porque há muito tempo atrás eu já fiz esse percurso.
Eu tive contato com a tecnologia musical, no advento do MIDI, em 1988 (na verdade o MIDI veio em 1983…) e com a compra de meu computador ATARI ST (relíquia que mantenho até hoje!).
Aprendi o código MIDI em linguagem hexadecimal e passei a estudar os mapas de implementação que vêm no final dos manuais dos sintetizadores. A partir daí com o ATARI e um programa de BASIC (!!!), programei sistemas para interagir com os sintetizadores Roland D-20 e o Sampler Roland S-330, meus parceiros da época.
Teve uma vez que até saiu um “artigo-citação” sobre uma programação que eu tinha descoberto para o sintetizador Roland D-20 na prestigiada revista norte americana KEYBOARD. Acho que foi em 1990… Não acho mais o artigo…
Logo depois aprofundei o estudo fino, e me uni ao grupo de Computer Music da pós graduação em Inteligência Artificial do Instituto de Informática da UFRGS – Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Utilizávamos técnicas de Redes Neurais para desenvolver algoritmos musicais inteligentes. Um dos softs utilizados naquela época era o MAX, que só rodada em MACs. O rresto da programação era feita em C nas super-estações gráficas da Silicon Graphics que tínhamos no laboratório.
Com o MS Visual Basic e um OCX que fazia a ligação lógica MIDI-PC, desenvoli vários sistemas, entre eles um semi-editor para o módulo Roland SC-7. Falo “semi-editor” pois ele nunca ficou pronto em sua totalidade (em verdade creio esse ser algo natural do gênio humano: nunca se satisfazer com o atual. Daí todas as versão dos softwares, sempre mais avançadas e tal..).
E agora, acabo de instalar uma versão do MAX que agora existe para o Windows, e eu nem sabia, pois a anos não mexo “nessas coisas”…
Parece fácil mas tem muito código por trás...
E também descobri o SynthMaker, que é um excelente programa para se fazer… sintetizadores e outros dispositivos de áudio, como efeitos de som!!! Um programa assim na década de 90 era algo totalmente impensável, e hoje é uma realidade!

[clique para entender tudo…]
Então meu novo hobbie é aprender a mexer nesses dois softwares e uní-los para criar um instrumento no notebook controlado por uma “interface gestual humana”. AGUARDEM…

2 comentários sobre “De volta à Music Technology

  1. Oba! Depois de muito estudo e tentativas frustadas, acabei de conseguir dar o primeiro passo no meu projeto! Os “botõezinhos” começam a se mexer… eh eh eh…

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