Teorias Musicais

A Música se expressa em várias Dimensões. Vamos fazer uma viagem por este universo das vibrações melódicas!
A primeira dimensão musical é a Melodia. A Melodia é aquilo que assoviamos. É o que fica em nossa mente, martelando nosso cérebro: aquela linha melódica que não quer nos deixar. A melodia é a primeira dimensão musical e por isso é a primeira que deve ser domada pelo músico. A Melodia é o solo, o uno, o ego. É aquilo que brilha e por isso denota grande importância. É o cantar de um passarinho.
Logo depois da Melodia, vem a Harmonia. A harmonia é o que dá o suporte para a melodia, é o embasamento da música. São os acordes, os alicerces musicais. A Melodia é a união das notas, a solidariedade. Mesmo não estando à frente, a harmonia dá o suporte e a segurança para a melodia se desenvolver. É o cantar da floresta como um todo.
Agora vem o Ritmo, ou o Andamento. É a velocidade, ou de outro lado, a lentidão. É o ímpeto, ou a sobriedade. É como a música se desenvolve ao longo do tempo.
O Timbre é a característica que distingue os sons entre si. É o que difere um violão de um piano aos nossos ouvidos. O timbre nos traz a beleza do som da madeira de um fagote, o aveludado de um cello ou a rispidez das guitarras distorcidas.
A Altura é o tom musical: os Graves e os Agudos. Aquilo que faz a dimensão da Melodia, apesar dela pensar que se basta por si. A altura musical determina o Tom que a música flui e determina uma característica escondida que a música nos apresenta subjetivamente: a alegria do agudo ou a sisudez do grave.
O Volume é a sutileza dos sons quase inaudíveis e a agressão dos alto-falantes gritando em 1.000 Watts. O volume nos traz o envolvimento, chama a atenção para cada componente musical e é responsável pelo balanço entre cada instrumento e cada momento.
O Músico completo tem domínio sobre todas essas dimensões.
O Músico incompleto falha neste entendimento global. Muitas vezes, por algum talento que o Cósmico lhe brinda, é o virtuoso da melodia ou do ritmo, fazendo aqueles solos de guitarra incríveis, que como diz Paula Toller, “não vão te conquistar”, apesar de sempre renderem algum aplauso ou elogio no final do show. E numa armadilha que o dom sempre arma para seu possuidor, infla o ego do solista.
Mas aquele que tem a virtude da Harmonia, o maestro que entende do Timbre adequado na situação certa, o que tem o bom senso do Volume certo da hora adequada e principalmente o mestre que sabe dos efeitos adjacentes que a Altura traz para o ambiente que a música se desenvolve, é aquele que tem a humildade de se calar perante a audácia do incompleto, que acredita que a técnica baseada na mecanicidade de tocar a mesma música no mesmo lugar por muito tempo, é o saber absoluto.
A humildade traz a harmonia e é o alicerce do Sábio. O orgulho traz a desarmonia e é o telhado de vidro dos débeis.
Mas tudo isso são apenas teorias musicais

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