Medo de morrer

De todos os medos de nossa vida, o pior deles é o medo da morte. O medo da morte é o único que ameaça aquilo que você tem de mais valor: a Vida.
O individuo pode ter muitas fobias, como medo de altura, medo de cobras, medo do escuro. Todas elas no fundo também são corolários do “medo maior”, mas nesses casos o fator desencadeador da fobia é um elemento externo. E sendo externo, na hora fatídica, deve ser encarado, pois é a chance de se permanecer vivo. Quando a onça pula em cima de ti, muitas vezes uma força quase sobrenatural se manifesta, e já ouvi relatos que teve gente que já sobreviveu nesta situação.
Mas a situação fica pior e dramática quando o fator é interno, como em uma doença. Esta situação se divide entre as doenças crônicas e as agudas.
Na doença crônica o medo da morte ainda é menor do que no caso de um problema agudo. Numa doença crônica a Fé pode ser um elemento forte na batalha pela vida. Você tem tempo para preparar algumas coisas que ainda precisavam de reparo, como pedir um perdão, fazer um testamento, ou até mesmo terminar “aquele quadro que você estava pintando”.
Mas em um problema agudo, não há tempo para mais nada a não ser vivenciar a passagem. O medo da morte pode se transformar em angústia, pela sensação de obra inacabada. A angustia traz um manto escuro. A entrada no mundo espiritual pelo lado das trevas é indesejável, e não sendo o caso de teres carmas a ressarcir devido a uma vida desalinhada com a Luz quando em matéria, é uma provação muito forte.
Porém, a escolha entre a Luz e o Escuro ainda é nossa. Cada ato praticado contra nosso organismo conta na balança final. A escolha se faz a cada momento.
Existe também a situação de morte súbita por um acidente. Num acidente súbito não há tempo para o medo. Aí, o que deve valer é a Fé: quem te levou sabe o que faz. Foi chegado teu momento. Tem que se ter calma e aceitar o acidente nunca com revolta, mas sim com entendimento.
O Mestre Irineu disse em um de seus hinos que “a morte é muito simples, assim eu vou te dizer, eu comparo a morte é igualmente a nascer. Depois que desencarna, firmeza no coração, se Deus te der licença, volta em outra encarnação”.
Que a morte seja um ato sereno, na luz, com a alegria de termos cumprido a missão que nos foi designada. Sem medos.

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s