Dia do Programador

Hoje, no ducentésimo qüinquagésimo sexto dia do ano é comemorado o Dia do Programador.
A escolha da data já é uma referência ao um dado nerd. 256 é 2 ^ 8 (dois elevado à oitava potência) ou 10000000 na notação binária. Enfim…
Uma das minhas facetas multimídia é ser programador, e vou fazer aqui um retrospecto para a efêmera eternidade de meus feitos como programador.


1981 – programas básicos em RPN na minha HP 34 C, minha primeira calculadora científica programável. Fiz um programa, notável para a calculadora, de inversão de matrizes. Vale a pena lembrar que minha primeira calculadora científica foi uma Casio que eu arremessei contra a parede numa birra de adolescente, para pressionar a compra da HP 34 C. Arrependo-me até hoje desse ato.
1982 – vários programas na minha inesquecível HP 41-CV. O mais legal deles era para apostar no Jockey, num algoritmo baseado no algoritmo Simplex.
1983 – Tive um TK-85, um minicomputador baseado no processador Z-80. Com ele aprendi primeiro o Basic, e logo depois me aventurei em Linguagem de Máquina. E dá-lhe peek e pokes…
1984 – Depois, na USP, parti para os Mainframes IBM, no tempo do cartão perfurado. Fiz programas em Basic e Fortran. Quase fui expulso por fazer um “blockchar” que consumiu um pacote de papel contínuo na impressão do job.
1985 – Na USP também tinham uns Itautecs com disquete de 8″, com a linguagem Logo, aquela da tartaruga. Brinquei um pouco, mas achei que era para crianças do pré-primário mesmo.
1989 – Com minha fase de tecnologia musical, entrei de cara no código MIDI e sua notação Hexadecimal. Naquele tempo eu já tinha um “poderoso” Atari ST, que rodava Basic e vinha com portas MIDI. Com ele fiz programas para dar nomes a patches do Sampler S-330 da Roland, e para abrir telas “escondidas” no Roland D-20. Fui até citado num artigo da prestigiada revista americana Keyboard.
1993 – Lí um livro sobre Visual Basic, me interessei e comprei um PC 486. Comprei também (!) o Visual Basic Pro da Microsoft, e fui contratado no mesmo dia para dar aulas de VB. Nunca tinha mexido na prática no VB, só tinha lido um livro, e mesmo assim, dei o curso e foi show!
1995 – Entrei para o curso de Mestrado no Instituto de Informática da UFRGS, convidado como aluno especial. Lá aprendi a programar em C. Desenvolvi programas acadêmicos na área de inteligência artificial usando Redes Neurais. Mas o mais legal desse tempo foi o contato que tive com a Internet, que naquele tempo era apenas acadêmica. Instalei o Mosaic no meu notebook (Um Compaq 486 preto e branco) e fazia páginas web antes da web existir de verdade! Também aprendi a usar o programa MAX, que rodava nos Apple Macinstoshes. Apaixonei-me pelo Mac, mas não podia ter um porque era muito caro e difícil de achar…
1997 – Com o VB fiz muita coisa: programas para programar sintetizadores em MIDI, joguinhos, mas o mais importante programa foi o HexaBit Junior, um shareware para as crianças navegarem na Web. Ganhei um boa grana com esse software.
2000 – Com o novo cenário de computação na nuvem, fui um pioneiro ao desenvolver um sistema instalado num servidor Web, com acesso remoto às empresas para a administração de seu sistema de gestão da qualidade. Esse sistema foi crescendo com o tempo e hoje é uma dos principais negócios de minha empresa, até hoje. O sistema é desenvolvido com tecnologia Microsoft, e usa Active Server Pages (ASP), interligadas a banco de dados.
2005 – Com o programa Ableton Live voltei a mexer nos “códigos MIDI” e desenvolvi vários patches em Max for Live. O mais legal deles foi um módulo que lia um joystick via USB e transformava seus comandos em notas musicais, permitindo eu tocar vários instrumentos nas raves usando o joystick, que logo batizei de “Rubistick”.
2009 – Com a compra de meu segundo Iphone, e já totalmente seduzido pela interface touch, resolvi entrar de vez no universo Apple, comprei um Mac, e comecei a desenvolver para o Iphone, através das linguagens Objective-C no ambiente XCode da Apple.
2010 – Continuo no aprendizado da programação para o iOS (sistema touch da Apple). Fiz parceria com a Apple para ser desenvolvedor autorizado e assim poder começar a vender os aplicativos (novo nome para “programas”) na App Store. Ainda com o Mac, o Ableton e o MAX, estou desenvolvendo aplicativos para controladores alternativos como o Novation LaunchPad, que é o meu hobbie atual.
Bem, contei toda essa “saga” mais para eu ter um registro desse caminho percorrido. Porém na área da informática é muito difícil deixar marcas estáveis, pois a obsolescência é uma regra e os softwares ficam defasados rapidamente pelo desenvolvimento do hardware. Quase tudo o que fiz já não roda mais em nada.
A programação de computadores é uma Arte. Talvez um pouco mais trabalhosa e difícil do que algumas outras formas de Arte, mas tão apaixonante, linda e intensa como todas elas!
Programação de computadores é uma arte efêmera como uma escultura na areia da praia. Afinal, ambas (a programação e as esculturas de areia) dependem do silício, não é mesmo?!?!

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