KISS (sem o s do KISS não é KISS)

Bem, como todos viram, eu não tenho o S do KISS em minha tipografia. Mas mesmo assim vou tecer considerações sobre a banda.

Baixo do KISS

Eu conheci o KISS no ano de 1975. Algum tempo depois, eu já tinha a minha banda de rock de garagem, a LATA, e o repertório era basicamente KISS, Deep Purple, Led Zep, Rita Lee e Joelho de Porco.
O Ratão, o batera, era especialista e fã number ONE do KISS. O Ratão tocava muito e tirava todas as batidas igualzinho ao Peter Criss, o baterista original do KISS. E eu fazia as guitarras.
Muita gente que vai no show hoje pensa conhecer o KISS por causa das máscaras e do hit Rock’n’Roll All Nite. Só que o quarteto de New York é muitíssimo mais do que isso.
As viradas de bateria em tempo cruzado, o solo das duas guitarras formando terças e quintas harmônicas, o baixo estalado e sólido do inacreditável Gene Simons e aqueles vocais de Paul Stanley que formaram a escola do hard rock, tudo isso é a assinatura sonora do KISS.
Das velhas músicas, três ainda me fazem suspirar e pegar a minha guitarra Les Paul ’76: Black Diamond, com seu dedilhado a lá Stairway to Heaven, Detroit Rock City, com seu começo destruidor e aqueles solos duplos que me referi antes e finalmente a música “She” com sua levada de guitarra e bateria, que eu sei tocar igualzinho até hoje.
O KISS felizmente já veio várias vezes para o Brasil, mas eu fui quando eles vieram a primeira vez. O show foi no Morumbi em 1983 e eu fui de moto com meu amigo Silvio na garupa. No palco tinham uns tanques de guerra que atiravam bombas “de verdade”: bummmmmm….
Semanas atrás o ex-vocalista do Led, o Robert Plant veio para Porto Alegre. Agora (de novo) o KISS. Então é isso: a onda dos anos 70 ainda fazem marola na segunda década no novo milênio. Que bom estar surfando nessa onda desde o começo.
DETROIT ROCK CITY
BLACK DIAMOND
SHE
e o show que eu fui em SP em 83, na íntegra!