Leituras de Julho

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Já estamos chegando no fim do mês de Julho de 2015, então compartilho com vocês algumas de minhas leituras do período.

Palavras do Coração, de Meimei. Uma linda obra psicografada por Chico Xavier.

Conheci a estória de Meimei em uma palestra no centro espírita e tive uma grande empatia por sua vida e obra póstuma. O livro nos traz mensagens de elevado teor espiritual. Mensagens como essa: “…Prossegue amando. Caminha e encontrarás aqueles que anseiam possuir algo dos Tesouros de paz e de esperança que já te felicitam os dias”…

Infelizmente este é um livro bem raro, pois sua última edição é de 1990, e eu consegui comprá-lo através de um sebo virtual pelo MercadoLivre. Recomendo muito sua leitura frequente, e por isso Palavras do Coração foi para a minha biblioteca de criado mudo.

O “Amor é Para os Fortes” é um incrível thriller romântico espiritual ditado pelo Espírito Marco Aurélio.

Este livro nos lembra sobre as influências que todos temos do mundo espiritual (e também dos encarnados…) e como atraímos e rejeitamos estas forças.

A narrativa é rápida e envolvente, dá vontade de ler tudo de uma vez até o final. Muitos de nós, perdidos nas ilusões afetivas e sedentos de intimidade, buscamos a “relação perfeita”. Esse romance nos mostra que não existe a relação perfeita e sim a relação possível e é nessa relação possível que a alma vive as experiências mais sublimes ao decifrar os mistérios do coração, e entende que o amor é destinado somente para os Fortes… Recomendo a leitura.

Comprei o livro “Uma Vida Bipolar” baseado no seu título e me arrependi profundamente. Surpreendeu-me o fato que a autora Juliana Bueno já tivesse escrito várias outras obras antes desse livro! Seu estilo literário é pobre. Assim como o livro não trata sobre uma vida bipolar, seus capítulos também não seguem os temas de seus títulos e se perdem numa narrativa confusa e enfadonha. Não sei o que farei com este livro, pois tenho vergonha de emprestá-lo ou doá-lo para qualquer pessoa e não o recomendo de jeito algum.

Amar e Ser Livre” de Prem Baba.

Tenho acompanhado os ensinamentos do Prem Baba nos últimos anos, quer seja através de seus emails diários com mensagens (Flor do Dia), ou através de seus satsangs em vídeo pela internet, porém este é o primeiro livro que estou lendo dele.

Comprei o livro pela Amazon e estou lendo no aplicativo Kindle e é muito interessante poder compartilhar os seus trechos com outros leitores, além de também poder ver quais são os trechos do livro que os demais leitores têm marcado. Eu diria que se trata de uma experiência avançada de leitura… E ter este livro permanentemente junto comigo em meu iPad é muito interessante, pois não é necessário carregar peso adicional e é rápido o acesso aos trechos de leitura.

Amar e Ser Livre” já tornou se o atual meu livro do coração e é o guia que meu ser já buscava (e não sabia) para o relacionamento que eu acredito, quero e procuro.

“Eu convido você a tomar consciência do seu desejo pelo negativo e a assumir a autorresponsabilidade, a principal virtude que precisa ser despertada para que o Novo Casamento aconteça. Estou comprometido a ajudá-lo a ir além da vítima que o habita. Essa vítima é uma ilusão. Você está onde coloca a si mesmo. E um aspecto fundamental para o desenvolvimento da autorresponsabilidade é a conscientização do seu desejo pelo negativo”.
(trecho de “Amar e Ser Livre” de Prem Baba)

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Demonstração por Absurdo

PARTE 1

Não me venhas, a partir da limitação que envolve os incautos, argumentar-me sobre a irrefutabilidade da afirmação 10 – 1 = 9.

Replico: em qual base? Pois na base binária, o resultado de 10 – 1 é igual a 1.

E mesmo na nossa limitante base decimal, podemos afirmar sempre que 10 – 1 = 9, ou até mesmo que 1+1=2?

Nem sempre! Pois quando adentramos no território multidimensional da Álgebra Vetorial (amo!) a soma dos módulos deve respeitar sua decomposição em seus componentes vetoriais, ou seja, se o algarismo 1 representa um vetor (num plano 2D mesmo para simplificar) e o outro algarismo 1 for outro vetor de mesma direção mas sentido contrário, 1+1=0.

PARTE 2

A Ciência da Matemática tem sua glória na dedutividade. Deduzir é poder extrapolar comportamentos a partir de fatos conhecidos e demonstrados.

Por isso, mesmo antes de descobrirmos alguns elementos da Tabela Períodica, a Química, através do embasamento matemático, pode predizer o comportamento de átomos ainda nunca vistos na natureza ou sintetizados nos laboratórios.

Enfim…

PARTE 3

Um princípio da Lógica, muito usado pela Matemática é a dedução por redução ao absurdo. Adoro esse pensamento e sempre que posso aplico-o em situações que requerem um discernimento mais esclarecido.

Não irei aqui tecer demonstrações acadêmicas sobre a “DEMONSTRAÇÃO PELA REDUÇÃO AO ABSURDO”. Qualquer um que se sinta motivado ao estudo pode contar com o Oráculo Google e pesquisar pelos termos escritos em maiúsculas nesta frase. Farei aqui uma singela aplicação prática da Demonstração pelo Absurdo….

Por exemplo, quando me deparo com comportamentos, posicionamentos ou discursos contrários ao senso comum, senso esse estabelecido por regras ou até mesmo pela obviedade da situação, questiono:

“Se todos fizessem o que estás fazendo, o que seria da atividade que está em curso???”” Repetindo para deglutir mais fácil: “Se todos fizessem o que estás fazendo, o que seria da atividade que está em curso???””

Exemplifico: Um músico de um conjunto tocando fora do tom, dizendo que isso é certo, pergunto: “Se todos tocarem cada um no tom que lhe aprouver, o que seria da harmonia?”. Ou sobre aqueles saem no meio de um Trabalho Espiritual, ficando boa parte dele “vendo estrelas fora do salão”. Poderia-se questionar: “Se todos agissem assim, haveria Trabalho Espiritual? Haveria Doutrina?”.

Esse tipo de questionamento, de Demonstração por Absurdo, pode motivar uma abertura no entendimento naqueles que pensam que sua andorinha só não faz verão, e portanto se iludem ao afirmar que não é um absurdo a sua conduta.

Mas a Divina Lógica Matemática prova: se o resultado é absurdo, a hipótese é Falsa.

Se Eu, Você, Alguns ou Todos estão fora do senso comum, não significa que o coerente agora se tornou o ilógico.

Se todos estão errados estão todos errados mesmo. (c.q.d.)