Ask

A virtude da persistência no pedido não é a dúvida no atendimento, muito pelo contrário.

Eu recebi uma mensagem espiritual, tempos atrás, que disse “a quem pede não falta quem lhe ajudar”.

Neville Goddard nos ensina uma outra forma de “pedir”, realizada com o poder divinal de nossa imaginação.

Essa passagem bíblica que eu trouxe aqui, na qual um carinha vai na madrugada pedir pães na casa do outro, é deveras interessante.

A demora de Deus não é uma negativa.

Quanto mais se afia o machado mais rápido se corta o tronco. O machado é a imaginação, o tronco é o nosso objetivo e o “afiar” é a nossa persistência pela certeza.

Que outros poetas chamam de fé.

#rubiswriter #biblia #imaginacao #nevillegoddard

O Mandamento mais importante

No Primeiro Testamento (a parte da Bíblia que conta o começo das coisas e a vida de Moisés, entre outros tópicos) temos no livro Deuteronômio a citação dos 10 Mandamentos.

No Segundo Testamento (a parte da Bíblia que conta a vida de Jesus, entre outros tópicos) no livro Mateus 22.36-39 (e repetido nos livros Marcos 12.28-31 e Lucas 10.26-28), Jesus é perguntado sobre “qual é o mais importante de todos Mandamentos”?

Então Jesus profere o ensinamento que é a base de quase todas religiões modernas que é:

‘Ame o Senhor, o seu Deus de todo o seu coração, de toda a sua alma e de todo o seu entendimento’. E ‘Ame o seu próximo como a si mesmo’.

Essa é a versão da Bíblia traduzida na NOVA VERSÃO INTERNACIONAL. Porém muita gente acaba falando e entendendo o ensinamento máximo do Mestre a partir da tradução da Bíblia NTLH, ou a NOVA TRADUÇÃO NA LINGUAGEM DE HOJE, que traz:

“Ame os outros como você ama a você mesmo.”

E é aí nessa última frase, de onde vem grande mal entendido, ou falando de outra forma, pouco aproveitamento do ensinamento do Salvador.

As religiões ensinam a “amar ao próximo como amamos a nós mesmos”. E eu questiono: Como e quanto nós amamos a nós mesmos?

Acredito que muitos se amam pouco. Basta ver os resultados que são apresentados. As pessoas não são os que os outros pensam o que elas sejam, nem são o que a próprias pessoas pensam de si mesmas. Há muita auto-ilusão, soberba, auto-comiseração e outros sentimentos errôneos por aí… Na mais direta realidade, as pessoas são o que apresentam.

E o que mais se apresenta na superfície da Terra é o orgulho, a soberba, a arrogância (que são sentimentos de grandeza motivados pelo ego grande) e também a falta de confiança em si, o medo e as auto-frustações (que são sentimentos de diminuição motivados por um ego mal resolvido).

Então, se é assim que muitos se “amam”, é nesse parâmetro que vão “amar” aos seus semelhantes. Dá para começar a entender o motivo de tanto desamor entre as pessoas, não é?

Mas voltemos ao texto bíblico na versão da NVI – NOVA VERSÃO INTERNACIONAL: ‘Ame o seu próximo como a si mesmo’.

A palavra chave é “como”. Como pode ser classificado Advérbio de Modo ou Advérbio Relativo, é uma palavra de LIGAÇÃO. Assim da mesma forma que rezamos na Oração que o Mestre também nos ensinou, o “Pai Nosso”, e dizemos “Assim na Terra COMO no Céu”. O significado de COMO é de “ambos”, de soma ou ligação (como = com + o) , mas não de comparação ou medição de grau.

E isso faz TODA A DIFERENÇA.

Não é o caso de entender que ‘Ame o seu próximo como a si mesmo’ significa amar os demais no grau que amamos a nós mesmos mas sim, AMAR AOS PRÓXIMOS “E” A NÓS MESMOS!!!

Isso dá uma incrível amplitude no ensinamento do Mestre e uma maravilhosa aplicação prática à nossas vidas.

Temos que ter amor próprio, cuidar de nós mesmos, querer o nosso bem, zelar pelo nosso corpo, trabalhar pela nossa prosperidade.

Devemos amar os demais. Mas nunca se esquecer de nós amar também. Se o fato de ao amar ou fazer bem a alguém implicar em fazer mal a nós mesmos ou diminuir nosso amor para conosco, é um bom sinalizador que algo não está tão certo assim.

E como disse Roger, “Eu me amo, eu me amo, não posso mais viver sem mim”… :^)

(Vicente Rubino)