Mi-mistério da Cultura

Cultura, tema profundo.

A cultura vai além da arte, traz aspectos da história, da geografia, da raça e da espiritualidade.
Então começo dizendo que não se pode reduzir a Cultura a nichos artísticos. Não se pode apoderar-se da Cultura, nem mesmo com os mais nobres fins.
E aí me pergunto porque raios existe um ministério da Cultura, como poderia o Estado regular uma área dessas? Fiz uma pesquisa e vi que o MinC foi criado em 85 de um desdobramento do Ministério da Educação.
A partir daí o MinC serviu muito para os governos, conforme a linha ideológica desses.

Sou contra o Estado em si, entendo que Democracia é a ditadura da maioria e defendo que a Cultura nunca deveria ser objeto de programa de governo.

Achei acertadas a incorporação do MinC no Ministério da Cidadania e posterior sepultamento da mesma no Ministério do Esporte (?) e a recente a demissão do Secretário de Cultura.

Governo não tem que cuidar ou modelar Cultura. A apresentação do dramaturgo de Alvim foi tenebrosa, não apenas pela citações do tal propagandista nazista, mas pelos critérios de impor tipos, categorias e regiões, num prêmio esdrúxulo.

O aiaiai dos defensores do Che Guevara só mostra mais uma vez a hipocrisia e a nova língua distorcida da esquerdalha, onde tudo o que eles fazem é apontado no que fazemos e o argumento raso de “e o fulano, hein” tenta abolir a causa dos bilhões recuperados pela Lava Jato.

Parabéns pela demissão rápida do babaca. Nunca se faça como o que acontece em São Paulo, o Estado promover uma “arte” que tenta ser digna por ter sido censurada.

Minha bandeira é 0% para a Censura Artística e 100% para o Desprezo para aquela “arte” de cheirar o cú alheio.

Soltem da teta do Governo, parasitas.

Diário de NY

Em um dia 09 de Janeiro, há 35 anos atrás…

“De manhã fomos procurar ingressos para os musicais da Broadway. No cruzamento da 7.a Avenida com a Broadway há uma praça e nessa praça existe um lugar chamado TKTS onde vendem ingressos para os espetáculos de teatro pela metade do preço da bilheteria.
Estava um frio incrível, o maior que eu já senti na vida, as orelhas e a testa doíam,e eu xingava o frio a toda hora. Nada adiantou, pois os ingressos já haviam se esgotado.
Fomos então até o Radio City Music Hall onde estava passando o espetáculo “Magnificient Christmas Special”, um musical de Natal. Compramos os ingressos para a apresentação noturna.
Finalmente fomos tomar café da manhã e entramos num lugar chamado “Coffee”, já no Rockefeller Center. É um lugar muito bonito, super chique e com comidas ótimas. Traçamos um chocolate quente com uma maravilhosa torta de maçã. Uma delícia”….

Fragmentos do meu Diário de N.Y., as aventuras que fiz em 1985 em New York. Hoje fazem 32 anos dessa aventura, onde rolou viagem de navio, jantar no (finado) Asti, namoro com uma maravilhosa loira sueca no Y.M.C.A., compras na 46, passeio de BMW no Bronx.

E assim é a vida. Uma lembrança das coisas boas. As ruins, vão embora naturalmente. Parabéns NY!

Soneto FLW

Passarinho me contou
Para se ter paciência.
Pois em céu de urubú
Sempre vem maledicência.

Pensando que é beija flor
Vai voando para atrás.
Pura vida sem valor
Depender de algo mais…

Quando um dia então se ver
Como este, rejeitado,
Talvez tenha mais carinho.

Dói,  e vai se arrepender:
Não devia ter trocado
Teu verdadeiro padrinho.

Lua

Lua, tens sabedoria.
Me inspira a olhar
Minha vida,  noite e dia,
Num eterno oscilar.

Só oscila quem não sabe
Que ao ficar em seu lugar
A consciência se abre:
Não és esse oscilar.

Pois a noite e o dia
Para a Lua não destina
O que vem apresentar.

És o que se irradia:
Não apenas na retina
Fica o belo do luar.

Vivendo a vida de um outro alguém

Os teus sonhos já foram sonhados.
O teu presente já foi um passado.
O que inicias já foi acabado.
E o teu erro já está mapeado.

O que recebes está reciclado
De um lixo que não foi depurado.
E o amor que pensas existir,
é a culpa que vais dividir.

Melhor seria, vivesses também
A sua vida, não a de outrém.
Recomeçasse a partir do teu erro.

Tivesses paz e não o desespero.
Um homem livre e não um refém,
Vivendo a vida de um outro alguém…

Resignação

De todas as coisas do mundo
São poucas as que posso alcançar.
Porque não se pode ter de tudo
Mesmo que tudo possa se dar.

Isso abre para a consciência
Da humildade de um co-criador.
Pois só o Todo que tem a ciência
Da beleza e perfume da flor

Todos atos aqui praticados
Servem como experimentação
E para conviver com os errados

Devemos ter resignação
E mudar que deve ser mudado
Para nossa própria evolução.

Três Rotas

O caminho era torto e estreito.
Já não sonhava mais em chegar.
E agora, três rotas espreito.
Todas elas, queria trilhar.

Uma aponta para um futuro
Que muito eu desejei no passado.
Outra rota me tira do escuro
E me mostra eu reinventado.

A terceira, me dá a vontade
Novamente de eu viajar.
Decidi ir por este caminho.

Já não sinto (de nada) saudade.
Nesta rota vou continuar.
Agora não estou mais sozinho.