Quantize

Agora todo mundo é “quântico”, saem colapsando a função da onda por todos os lados, mas a Verdade é que não sabem porra nenhuma da função da onda (Schrödinger que os perdoem).

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Assisti um filme que no futuro nos EUA todos eram idiotas e ficavam repetindo que beber determinado líquido era bom porque tinha “eletrólitos”, e faziam um sinal de mão, como num même. Essa minha crítica aos gurus de auto-ajuda quânticos tem muito a ver com isso.

A defesa deles é que tem-se que simplificar os conceitos para falar com as massas. Tá, Jesus usava parábolas e mesmo assim, tem interpretação para tudo o que ele diz de todas as formas que se queira entendê-lo, ou não.

Então chego no ponto: TEM COISAS QUE NÃO DÁ PARA SIMPLIFICAR, PARABOLIZAR, METAFORIZAR. A Equação de Schrödinger tem derivadas e cálculos matriciais e alguém só vai entendê-la ser já tiver passado por estes conceitos.

TEM COISAS QUE NÃO DÁ PARA SIMPLIFICAR, sinto muito.

Se você chegou até aqui, acompanhando, agora vem o que não dá para simplificar, e o motivo de todo esse preâmbulo:

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“O teu relacionamento com o teu irmão foi desenraizado do mundo das sombras e seu propósito não santo foi transportado com segurança através das barreiras da culpa, lavado com o perdão, e depositado radiante no mundo da luz, onde foi firmemente enraizado.

De lá ele te chama para que sigas o curso que ele tomou, sendo elevado muito acima das trevas e gentilmente colocado diante das portas do Céu.

O instante santo no qual tu e teu irmão foram unidos não é senão o mensageiro do amor, enviado de além do perdão para lembrar-vos de tudo o que está além.

No entanto, é através do perdão que tudo isso será lembrado.

E quando a memória de Deus tiver vindo a ti no lugar santo do perdão, não te lembrarás de nenhuma outra coisa, e a memória será tão inútil quanto o aprendizado, pois o teu único propósito será criar.

Entretanto, não podes ter o conhecimento disso enquanto todas as percepções não forem limpas e purificadas, e finalmente removidas para sempre.

O perdão apenas remove o que não é verdadeiro, erguendo as sombras do mundo e carregando-o são e salvo dentro da sua gentileza, para o mundo resplandecente da percepção nova e limpa.

Lá está o teu propósito agora.

E é lá que a paz te espera.”

(from “Um Curso em Milagres” by Dr. Helen Schucman)

Meio por cento ao mês

“Ainda que não aprenda muito, aprenda sempre um bocadinho”…
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É dificil darmos pulos em nossa evolução. Tipo, passar de “Neófito do Perdão” para “Mestre do Amor”… A vida vai nos lapidando dia a dia, na busca de nossa forma perfeita.
 
O que nos prejudica não é o bocadinho que se aprende a cada “esmerilhada” da vida… O que nos prejudica é a estagnação, que advém pela negação de nossa responsabilidade em estarmos aonde a gente se encontra. Daí paramos a evolução e, olhando para trás… não vamos para a frente!!!
 
1 % não é muita coisa! E meio por cento (0,05%) é algo ainda mais irrisório… Se pudéssemos evoluir esse pouquinho a cada dia, esse medíocre meio por cento, ao longo de 365 dias, quantos “por cento” estaríamos melhor?
 
Imagine crescer 0,05% ao dia na Gratidão, 0,05% ao dia na Compreensão, na Calma, na Gentileza, na Verdade, na Humildade…
 
Ao longo de um breve ano estaríamos no incrível percentual de 517% melhores naquele atributo, ou mais de 6 vezes melhores!!!
 
Chame o Tempo, e use-o a o seu favor. De bocadinho a bocadinho.

TRATADO SOBRE A RAZÃO

A palavra Razão tem muitas interpretações, todas elas comungando um mesmo valor e sentido.
Em essência, razão é a capacidade de raciocinar, compreender ponderar e julgar. 

Na matemática, razão é a relação existente entre dois valores, medidas ou grandezas. Significa também uma divisão.

Indo mais para a frente dos que apenas discutir os significados etimológicos da palavra Razão, vamos agora analisar os efeitos dela sobre o comportamento humano.

Razão é aquilo que todos acham que possuem, mas poucos tem. Porque para se alcançar a razão pressupõe-se um notável desenvolvimento do intelecto. O racional é aquele que compreende o foco de sua observação. Que conhece, que domina esses aspectos e tem a experiência prévia da comparação entre as nuancias que diferenciam aspectos totalmente desconhecidos pelo leigo. Ou seja, o alcance da razão é consequência do estudo e da dedicação.

Razão é cartesiana, é matemática, como definida em uma de suas interpretações… Mas assim como 1 + 1 nem sempre é dois, como nos demonstra a álgebra vetorial (vale a pesquisa para os interessados), a Razão nem sempre é exata quando aplicada nas ciências humanas e nos estudos esotéricos. A Razão divide…

A Razão sendo racional, vem do raciocínio, e este é uma função da mente. Porém existe outra dimensão que se interelaciona com a razão e está no âmbito do coração. Essa dimensão pode ser caracterizada por vários atributos, como a empatia, a tolerância, a resignação, a fé, e tantos outros derivativos do Amor. 

Mas o Amor  também precisa da Razão.  Já nos alerta o Livro dos Provérbios em 27:5 “É melhor a crítica franca do que o amor sem franqueza”. 

Ir além da Razão significa transitar na esfera da plenitude do Amor. Completa-se assim a maestria da vida. O “Conhecer” da Razão e o “Compreender” advindo da Razão Amorosa.

Quando se limita apenas na intelectualidade da Razão, ficamos cercados pela divisão, pela luta pela propriedade da verdade dos fatos e da interpretação míope dos acontecimentos. Essa talvez seja uma barreira limitadora para a ciência moderna, que precisa transcender para a união com a espiritualidade. Certamente também é a principal barreira nas relações interpessoais de nossa condição humana. A razão te projeta, mas depois nos divide.

“Prefiro ter Paz do que ter Razão”, bordão propagado nas redes sociais e manuais de auto-ajuda de ocasião. Como se fosse possível ter paz interna sabendo-se ter razão e não vivenciando essa razão. Impossível.

Porém é totalmente viável atentar para a forma, o momento e o conteúdo que expressamos a Razão: Ficamos alterados ao defender o nosso ponto de vista? A expressão de nossa Razão é feita de forma reativa, ou nos damos o tempo de ponderar o contexto e escolhemos conscientemente o momento oportuno de trazer nosso entendimento para aquela situação? A exposição da nossa Razão visa o entendimento, tanto da situação quanto do estágio do nosso interlocutor? É apresentado de forma transparente, sem apresentar traços de soberba ou censura?

Apesar de podermos levar o nosso Amor a todos, não podemos impor nossa Razão a quem quer que seja.

A Razão e (assim como seu companheiro interdimensional) o Amor, são evolutivos. São interdependentes. Só na sua mais perfeita união que se alcança a Paz Profunda. 

O Traído, por Sri Prem Baba

É mais fácil você acreditar que foi traído sem querer, pois você não sabia que estava sendo traído. É mais fácil acreditar que você nao tinha nada a ver com isso. Mas também não é bem assim. Se chegou a encomenda na sua porta, nem na porta da direita nem da esquerda.. é sua!

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“Se pode não entender porque essa encomenda chegou para você pq vc provavelmente nao esteja conseguindo se lembrar que vc fez a encomenda…

Mas o ‘Delivery Cósmico‘ nao comete esses erros. Vc pode nao lembrar, mas vc pediu!

Se existe um intimidador existe um intimidado. Aquele q de alguma maneira precisa reverter a intimidação.

Uma distorção muito comum e ao mesmo tempo bem complexa e ao mesmo tempo dificil de ser compreendida, é exatamente a distorção do amor q se manifesta como submissão. As sutilezas q envolvem a submissão são indescritiveis…

To querendo dizer q pode ter um ‘Eu Submisso’ dentro de voce que atrai essa traição, e q faz vc cair no vale da sombra e da morte, por se sentir injustiçada, por se
sentir a pior das criaturas. Vc se sente uma vitima da maldade do mundo.

Então vc as vezes nao consegue perceber que algo assim esta pulsando dentro de vc; q vc esta construindo essa traição.

As vezes é possivel q a traicao aconteca simplesmente devido a lei de acao e reacao como tudo q ocorre nesse mundo.

Mas se nao tem essa distorção dentro de vc, vc recebe (a encomenda) inclusive com respeito.

– Pois é, chegou uma encomenda para mim aqui. Fiz um pedido, e chegou aqui na minha porta…

Vc lida com isso mas nao vai para o vale da sombra e da morte.

Mas se vc vai e se sente humilhado, traido e injustiçado, faz com que vc queira se vingar e etc…, é pq tem o ‘Eu Submisso’ ali de alguma maneira criando condições para ser traido.

E vc precisa assumir responsabilidades por isso. Vc precisa assumir responsabilidade por isso. É o q vc tem feito q está fazendo vc ser traído.

É dificil essa sua posição: é ate porque o submisso em vc acredita q tem uma injustiça. Até pq moralmente vc esta certo, afinal de contas vc foi traido.. pois é… mas realmente nao cai uma folha da arvore ao acaso: a encomenda nunca chega no endereco errado, e se chegou no seu, tem algo para voce aprender, por mais dificil q seja essa aprendizado.

Eu sei q as vezes é dificil mesmo, eu sei q dói demais. E doi muito.

Quem passou por isso sabe como é… Ou, se vc ja se abriu o suficientemente a ponto de fazer empatia e se colocar no (lugar do) outro: essas coisas: a pessoa que a gente ama vai embora… não quer mais ficar… ou quando te traí… doi demais isso, pega nas feridas mais profundas que é a ferida da exclusão, da humilhação. Vc se sente mesmo a pior das criaturas…

Mas vc nao é uma vitima! Me perdoe. Mas eu tenho q lhe dizer a verdade, vc nao é uma vitima!

Vc vai ter q lidar com essa dor, vai precisar chorar essa traição ate q vc possa encontrar aí um espaço para poder olhar para dentro de voce e enxergar onde dentro de vc que se criou isso.

E quando vc comeca a se responsabilizar vc comeca a interromper esse circulo vicioso. é so qdo vc enxerga o buraco é q vc pode escolher nao cair mais nele.

Mas vc nao ta vendo o buraco, ta com olhos vendados, vc vai cair de novo nele!

E o q significa tirar a venda dos olhos? Quer enxergar o buraco?

É olhar para aquilo em vc que está atraindo essa situação.”

 

(desculpem os erros de digitação, transcrevi o satsang em tempo real e tal…)

Vou voltar a escrever.

Vai renascendo a vontade de escrever minhas Vivências Intensas que Despertam Atitudes.

Vem brotando idéias novas que frutificam novos projetos.

Por algum tempo recluso fiquei. Maturei. Mas a essência ainda se faz presente, mesmo que num breve período de um passado recente (a essência) tenha se resignado num segundo plano, dando lugar a uma tentativa de cambiar o que não me dizia respeito.

A essência é essencial. Sinto agora um leve perfume de jasmim, e sei agora  que sempre ele estava lá.

Quem tá dentro, tá dentro. Quem tá fora, tá fora. Quem ocupava tempo & espaço, já saiu. Nada mais me surpreende?

MÉTODO PARA O PENSAMENTO ZEN…

NEM TE PREOCUPA

No MONDOZEN tudo acaba em reticências… então, na real, nunca acaba…

Ego Grande

O Ego é aquilo que nos afasta da Unidade. O Ego nos afasta da Unidade por que ele nos prende dentro de nós mesmos e assim cria muralhas que aparentemente querem nos defender, mas só fazem por nos separar.
Os objetivos do Ego são: ter a razão e chamar a atenção. Esse último objetivo do Ego, chamar a atenção pode se dar de duas maneiras: se fazendo de vitima da situação ou querendo dominar a situação.
Aquele que se vitima quer ser paparicado e mimado: usa assim uma falsa dor ou uma inexistente desvantagem para alcançar seu vil objetivo. Parece que essa técnica choca-se com o objetivo de chamar a atenção, mas é uma forma de controle para ser o centro e para que todos falem, olhem e pensem nele.
O domínio da situação, a outra maneira de chamar a atenção, limita-se a uma tática simples: falar, falar, falar e nunca ouvir. Dominar a situação, para estes, consiste em roubar a atenção de todos no ambiente, sempre contando um fato “que só ele sabe” ou que “aconteceu com ele”, ou que “ele sabe”, “ele isso” ou “ele aquilo”… Falar muito o pronome “Eu” é o sintoma mais agudo do egóico que quer chamar atenção pelo domínio da situação.
O domínio da situação também pode se dar pelo abuso do poder. Poder econômico corrompe os pobres de espírito e de grana mesmo. Poder de influência, como cargos e títulos também. O egóico gosta de ostentar essas coisas: títulos, propriedades, carrões… Todo poder ostentado é uma tentativa de dominar a situação. Conheces aquela situação de “sabes com quem estás falando?”… Pois é…
O outro objetivo do Ego, “ter a razão”, também tem suas premissas. Ao Ego não basta ser centro, quer ser centro por ser o maior e melhor. Por isso a defesa da razão é tão importante: o consenso, a humildade e o perdão são encarados como fraqueza, justamente o contrário de sua verdadeira essência. O junco que se dobra à tempestade pode ser considerado mais forte do que o orgulhoso carvalho, que jaz ao chão pela petulância de não se curvar aos ventos. “Ter a razão” é justificar-se o tempo todo, mesmo quando confrontado ao injustificável. É ter todos os motivos, e nunca ser solidário ao contraditório. Aliás, para o Ego Grande, o contraditório é contrário, é ofensa.
Com o tempo, o Ego vai demonstrando que é um mau negócio. O castelo vai ruindo por fora, até colapsar por dentro.
O Egão não tem amigos: tem subordinados. Para todo dominador, existe aquele que é dominado. O dominado é o fraco, o submisso, o puxa-saco, aquele que é ainda menos desenvolvido do que o portador do Ego Grande e que agüenta conviver com este, apenas por um tempo, até que seus objetivos sejam satisfeitos e então a paga geralmente é com a traição. O cordeiro de antes transforma-se no lobo de amanhã. Por isso quem tem Ego Grande dificilmente tem Amigos com A maiúsculo. O afastamento da “Côrte” é o inicio da derrocada do Egão.
O colapso vem pelo arrependimento. Algo que seria um ato nobre, para o Ser Egóico é motivo de dor insana, pois para ele, mesmo com o reconhecimento dos próprios erros, não se consegue pedir o Perdão. E isso dói dentro, como dói. A mente ainda se debate para manter o insustentável, e o coração, coitado, que só sabe amar, e viveu todos esses anos contido numa camisa de força, enrigece de vez.
E aí estão as muralhas criadas pelo Ego, que nos aprisionam, não permitem o nosso desenvolvimento e por fim desabam sobre nós.
E agora me refiro como “nós”, no coletivo, por que todos carregamos esse entulho, em maior ou menor densidade.
Para trancendermos ao Ego em busca da unidade e nos libertarmos, devemos iniciar um processo de abertura e desconstrução dessas muralhas.
Mas isso já é tema de um artigo próximo.