Lógico Rúbis

Não me venhas, a partir da limitação que envolve os incautos, argumentar-me sobre a irrefutabilidade da afirmação 10 – 1 = 9.
Replico: em qual base? Pois na base binária, o resultado de 10 – 1 é igual a 1.
E mesmo na nossa limitante base decimal, podemos afirmar sempre que 10 – 1 = 9, ou até mesmo que 1+1=2?
Nem sempre! Pois quando adentramos no território multidimensional da Álgebra Vetorial (amo!) a soma dos módulos deve respeitar sua decomposição em seus componentes vetoriais, ou seja, se o algarismo 1 representa um vetor (num plano 2D mesmo para simplificar) e o outro algarismo 1 for outro vetor de mesma direção mas sentido contrário, 1+1=0.
Vou continuar um pouco mais sobre como a Matemática pode derrubar condicionamentos que as pessoas trazem imbuídas dentro de si.
A Ciência da Matemática tem sua glória na dedutividade. Deduzir é poder extrapolar comportamentos a partir de fatos conhecidos e demonstrados. Por isso, mesmo antes de descobrirmos alguns elementos da Tabela Períodica, a Química, através do embasamento matemático, pode predizer o comportamento de átomos ainda nunca vistos na natureza ou sintetizados nos laboratórios.
Enfim…
Um princípio da Lógica, muito usado pela Matemática é a dedução por redução ao absurdo. Adoro esse pensamento e sempre que posso aplico-o em situações que requerem discernimento mais esclarecido.
Não irei aqui tecer demonstrações acadêmicas sobre a “DEMONSTRAÇÃO PELA REDUÇÃO AO ABSURDO”. Qualquer um que se sinta motivado ao estudo pode contar com o Oráculo Google e pesquisar pelos termos escritos em maiúsculas nesta frase. Farei aqui uma singela aplicação prática da Demonstração pelo Absurdo.
Por exemplo, quando me deparo com comportamentos, posicionamentos ou discursos contrários ao senso comum, senso esse estabelecido por regras ou até mesmo pela obviedade da situação, questiono:
“Se todos fizessem o que estás fazendo, o que seria da atividade que está em curso???””
Exemplifico: Um músico de um conjunto tocar fora do tom, dizendo que isso é certo, pergunto: “Se todos tocarem cada um no tom que lhe aprouver, o que seria da harmonia?”. Ou sobre aqueles saem no meio de um Trabalho Espiritual, ficando boa parte dele “vendo estrelas fora do salão”. Poderia-se questionar: “Se todos agissem assim, haveria Trabalho Espiritual? Haveria Doutrina?”.
Esse tipo de questionamento, de Demonstração por Absurdo, pode motivar uma abertura no entendimento naqueles que pensam que sua andorinha só não faz verão, e portanto se iludem ao afirmar que não é um absurdo a sua conduta.
Mas a Divina Lógica Matemática prova: se o resultado é absurdo, a hipótese é Falsa.
Se Eu, Você, Alguns ou Todos estão fora do senso comum, não significa que o coerente agora se tornou o ilógico. Se todos estão errados estão todos errados mesmo.
C.Q.D.

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